O fim da Lei de Moore e o Futuro da Tecnologia

Você que gosta de tecnologia e computação, já deve ter ouvido falar sobre a Lei de Moore e a sua previsão da ampliação do processamento nos computadores. Mas se você não está muito familiarizado, vamos falar um pouco sobre essa “lei” e sobre o seu futuro e provável fim que está chegando.

A Lei de Moore

Usamos a palavra lei entre aspas antes, por que isso não é exatamente uma lei ou uma regra que precisa ser seguida pelo mercado, ela se encaixa mais como uma previsão. Em 1965 por Gordon Earl Moore, um dos fundadores da Intel Corporation, publicou um artigo na revista Electronics Magazine no dia 19 de abril, onde falava sobre a evolução dos processadores.

Neste artigo, Gordon Moore disse que a capacidade de processamento dos computadores (informática e tecnologias em geral) dobraria em média a cada 2 anos, sem necessariamente alterar o valor e o tamanho dos componentes internos dos computadores e, em alguns casos, até reduzindo esses valores.

Essa previsão foi feita com base nas observações feitas dentro da sua própria empresa, mas acabou guiando toda uma geração de pesquisadores e do mercado da tecnologia. Mesmo hoje em dia, mais de 50 anos após a publicação do artigo, essa lei sofreu apensa uma pequena revisão em 1975, dez anos após o seu lançamento, quando o período de evolução dos processadores caiu para 18 meses.

Benefícios da Lei de Moore para a tecnologia.

A divulgação da Lei de Moore foi muito importante para o desenvolvimento da tecnologia e dos processadores internos. Já que as empresas fabricantes entenderam essa previsão como algo possível e principalmente, executável.

Sem as empresas encararem essa necessidade de evoluir o processamento em um curto espaço de tempo, dificilmente teríamos os computadores que temos hoje e, por exemplo, os nossos smartphones, que cada vez mais estão menores, mais finos e mais potentes.

Para se ter uma ideia da importância dessa evolução gerada, uma matéria da Folha de São Paulo traz um dado muito interessante, sobre o iPad 2, lançado em 2011 e que já está ultrapassado hoje em dia.

Quando chegou ao mercado, custava US$400,00 e cabia no colo de qualquer pessoa. Com um processamento melhor que o mais poderoso supercomputador da década de 1980. O Cray 2, tinha o tamanho de uma máquina de lavar industrial e custaria algo em torno de US$15 milhões.

Mesmo com meio século, a lei continua trabalhando, mas vários especialistas mostram que ela está chegando ao final. Muitas empresas já estão trabalhando com microprocessadores mínimos, sendo quase impossível a diminuição dos tamanhos.

A Intel, empresa co-fundada por Moore, já está trabalhando com processadores e transistores na ordem dos nanômetros. Enquanto isso, no Vale do Silício, alguns cientistas estão a beira de conseguir manipular materiais na escala dos átomos. Isso deve acontecer em cinco anos, aumentando e muito a possibilidade de se atingir um limite na redução dos semicondutores.

Futuro da Tecnologia.

Pensando no futuro da computação, uma organização denominada Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos, criou um novo sistema de previsão. Chamado Mapa de Rota Internacional para Aparelhos e Sistemas, pesquisa um número maior de tecnologias que possam ajudar a computação.

Os principais estudiosos dessa área acreditam que o possível substituto da Lei de Moore, pode ser a computação quântica. Que de forma resumida e simplificada, pode ser entendida como a aplicação das teorias da mecânica quântica aos computadores. Permitindo em teoria, computadores do tamanho de grãos de areia e com processamento superior ao de todos os computadores atuais.

Lógico que existem mais coisas por trás da computação quântica. Mas em tese, os computadores quânticos poderiam ser construídos a partir de fótons, nêutrons e elétrons, por exemplo. Essas partículas presentes nos átomos, dão uma ideia de tamanho e escala, mas realizam cálculos em velocidade impressionante.

Essa é a teoria mais aceita para se substituir a Lei de Moore, porém existem outras. Como o Grafeno, um material que pode ser utilizado na construção de processadores muito menores que os atuais.

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